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Preso, deputado bolsonarista bate boca ao se recusar a colocar máscara no IML; assista

Após ser preso em flagrante, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) bateu boca com uma servidora no Instituto Médico Legal (IML) que solicitava ao parlamentar o uso de máscara no recinto. Em vídeo que circula nas redes sociais, a servidora pede insistentemente para que o político utilize o equipamento de proteção no rosto. No entanto, Silveira alega ter prerrogativa para não usar.

A discussão teve que ser interompida por um agente da Polícia Federal. Após conversa, Silveira acabou colocando o material para passar pelos exames legistas. No entanto, ao entrar em uma das salas do IML, deixou a parte do nariz completamente descoberta, na contramão das orientações para o uso correto do material.

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Já na Polícia Federal, o deputado voltou a se recusar a colocar a máscara, discutindo com uma policial federal. Além dos crimes relacionados a prisão, o parlamentar deverá responder por desacato, bem como pelo o vídeo com novas ameaças que fez e postou no ato da prisão.

Esta não é a primeira vez que o deputado se recusa a utilizar o equipamento de proteção. No fim de janerio, o paralemntar recusou a usar máscara de proteção facial num voo com destino a Brasília.  Em um vídeo postado nas redes sociais em que dá a sua versão do episódio, o parlamentar afirma que pretende continuar “lutando contra essa focenheira ideológica”.

Silveira alega possuir um atestado médico que o libera, por ter cefaléia,  do cumprimento da lei que exige o uso do equipamento de proteção em voos em razão da pandemia do novo coronavírus.

Ele se vale do artigo da lei que afirma que “será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade”.

Veja:A íntegra da decisão do STF que mandou prender em flagrante o deputado Daniel Silveira

Silveira foi preso na noite de terça-feira por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o parlamentar ter divulgado um vídeo no qual proferia ataques e ofensas aos ministros da corte. Como O GLOBO mostrou, Silveira fez apologia a agressões físicas contra os ministros e defendeu a “destituição” deles.

A prisão ocorreu por flagrante delito por crime inafiançável e foi determinada de ofício pelo ministro dentro do inquérito das fake news — ou seja, sem pedido da PF ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ele é investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, que apura a organização e realização de manifestações com ataques ao Legislativo e ao Judiciário, e também no inquérito das fake news, que apura ataques aos ministros da corte.

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