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Ato contra morte de Moïse leva centenas de pessoas à praia da Barra da Tijuca

Centenas de pessoas protestam, desde as 10h deste sábado (5), contra o assassinato brutal do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, em frente ao quiosque onde o jovem foi morto, na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Com faixas e cartazes, os manifestantes pedem justiça por Moïse, além da rápida e transparente apuração e punição dos envolvidos. “Parem de nos matar. Vidas negras importam”, diz uma das faixas estendidas no local. “Enquanto houver racismo não haverá democracia “, diz outra.
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“Agradeço a todos que estão aqui e ao amor que vocês demonstraram ao Moise. Só pedimos justiça”, disse Yvana Lay, mãe de Moïse. O irmão do refugiado, Djodjo Magno, também esteve presente na manifestação: “Que todos os envolvidos paguem pelo que fizeram. Justiça por Moise. Justiça até o fim. É isso que queremos”, disse.
O angolano Adelino Chipengue, 28 anos, falou que é como se tivessem matado um irmão. “Isso é revoltante. Que seja feita a justiça. Ele era um irmão africano, senti muito a morte dele. Ninguém merece ser tratado assim. Mexeram com o povo africano, precisamos nos manifestar, não vamos aceitar isso”.
Além do ato no Rio, outras capitais também aderiram ao movimento. Haverá manifestações em São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Belém e em outras cidades.
Quiosques na Barra da Tijuca serão transformados em memorial a Moïse e à cultura africana
Os quiosques Tropicália e Birutas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde o congolês Moïse Kabagambe foi espancado até a morte no dia 24 de janeiro, vão ser transformados em um memorial em homenagem à cultura congolesa e africana. O projeto é da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento, responsável pela gestão do contrato de concessão de quiosques da orla marítima do Rio, em parceria com a Orla Rio, concessionária que opera os estabelecimentos.
Segundo a secretaria, a iniciativa tem o objetivo de promover a integração social e econômica de refugiados africanos e reafirmar o compromisso da cidade com a promoção de oportunidades para todos. “O que aconteceu foi algo brutal, inaceitável e que não é da natureza do Rio. É nosso dever ser uma cidade antirracista, acolhedora e comprometida com a justiça social”, disse o secretário Pedro Paulo.
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