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Brasil

Evangélicos montam operação de guerra na Câmara contra jogos de azar

Integrantes da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) deflagraram, nesta semana, uma verdadeira operação de guerra para evitar a aprovação do projeto de lei que regulamenta os jogos de azar no Brasil.

A ofensiva envolve desde conversas individuais com deputados e líderes de bancada na Câmara até a contratação de uma equipe de 10 pessoas para abordar parlamentares nos corredores do Congresso Nacional.

A decisão de intensificar a articulação contra a proposta veio após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), incluir o projeto na pauta de votações do plenário da Casa desta semana.

À coluna, o presidente da FPE, deputado Sóstenes Cavalcante (União Brasil-RJ), contou que um dos focos da operação será uma lista de 35 parlamentares cujos votos ele acredita ser possível “virar”.

Cavalcante não quis revelar quem são os 35 deputados federais, mas afirmou que há parlamentares tanto de direita e quanto de esquerda no grupo.

A lista foi compartilhada por Cavalcante com outros cinco integrantes da frente, que se dividiram para procurar esses deputados e tentar convencê-los a votar contra o projeto.

Além do presidente da frente, estão na “missão” os deputados federais Cezinha de Madureira (PSD-SP), Silas Câmara (Republicanos-AM), Eli Borges (Solidariedade-TO) e Otoni de Paula (PSC-RJ).

“Fora isso, vou fazer um trabalho de diálogo com os líderes de partidos”, acrescentou Cavalcante. Ele disse já ter procurado, nessa segunda-feira (22/2), líderes do PL, Republicanos e do União Brasil.

Na conversa, o presidente da FPE disse ter pedido apoio para evitar que a votação do projeto ocorra já nesta semana. Os três líderes, diz o deputado, se comprometeram a defender que a votação fique para depois do Carnaval.

“Falei com eles e eles prometeram que, se tentarem votar essa semana, vão obstruir. Com a obstrução desses três partidos, dificilmente o Lira pautará para votar essa semana”, afirmou Cavalcante.

Conversa com Arthur Lira

O presidente da frente evangélica contou ter procurado diretamente o presidente da Câmara nessa segunda. “Mandei mensagem, e ele respondeu que estar na pauta não significa que será votado”, relatou.

Cavalcante disse também ter procurado deputados favoráveis ao projeto, entre eles, Felipe Carreras (PSB-PE), relator do texto, para pedir que a votação fique para depois do Carnaval.

A FPE acredita que, ao deixar a análise da matéria para após o feriado, o trabalho para virar votos será mais fácil, na medida em que mais deputados estarão presencialmente em Brasília para a votação.

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