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Justiça do Rio manda soltar músico preso após ser confundido com filho de traficante

A Justiça do Rio mandou soltar o músico preso após ser confundido com o filho de um traficante. A juíza Juliana Beça decidiu nesta quarta-feira (13) relaxar a prisão de Vinícius Matheus Barreto Teixeira, de 21 anos.

Segundo o advogado Daniel Carvalho, que defende o jovem, o alvará de soltura já foi expedido e a expectativa é de que Vinícius deixe a cadeia até o final do dia.

Durante 10 dias entre frio e seca entre escuridão e Luz o Dep. SAMUEL Malafaia irmão do Pasto Silas Malafaia esteve ombro a ombro dos Pais e do Pastor do Vinícius Matheus, e até a liberação do jovem em Benfica , o mesmo Dep. Saiu ombro a ombro ao lado da família e do menino , E na vinda a nossa cidade o Dep. Teve reação da vacina de Covid 19, pesso todos os Macaénse e orem pelo nosso Dep. Para que ele continue firme no Propósito que Deus o chamou…

“O lugar dele é aqui fora, porque ele não cometeu nada de erro, ele não cometeu nada. A gente tá aqui lutando mais um dia pra conseguir a liberdade do meu filho, porque isso é uma injustiça que eles estão cometendo”, disse a mãe do jovem, Paula Barreto Gomes Teixeira que tb agradeceu pastor Chando de Macaé que logo sabendo do ocorrido ligou imediatamente para o deputado Samuel Malafaia que muito ajudou na libertação do meu filho.

Vinícius foi preso no dia 4 de outubro, em Macaé, no Norte Fluminense, acusado de associação ao tráfico. Ele não tinha antecedentes criminais.

Confundido com filho de traficante

Os parentes afirmam que Vinícius foi confundido com o filho de um chefe do tráfico do Morro do Palácio, em Niterói. O criminoso tem exatamente o mesmo nome do pai dele.

No último sábado (9), o pai e a mãe de Vinícius conseguiram visitar o jovem e informaram sobre a situação do processo.

“Passamos tudo isso pra ele, o que está acontecendo, e ele tá entendendo que foi um erro, que não tá certo o que estão fazendo”, disse a mãe de Vinícius.

Erro na investigação

Em 2017, um inquérito na Delegacia de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, investigou o tráfico no Morro do Palácio.

Na época, a delegacia era chefiada pelo delegado Gláucio Paz da Silva e a polícia identificou o traficante Messias Gomes Teixeira, conhecido como “Feio”, como o líder do crime na favela. “Feio” foi preso em 2018.

Em uma delação colhida pela polícia, foi relatado que o filho de “Feio” seria responsável por recolher o dinheiro da venda de drogas na comunidade. O filho do traficante foi identificado pela polícia como Vinícius Matheus Barreto Teixeira.

Em 2018, na denúncia da promotora Elisabete Barbosa Abreu, o Ministério Público também afirmou que Vinícius recolhia o dinheiro no morro por ser filho do traficante “Feio”.

Com base nessas acusações, Vinícius teve a prisão decretada e depois foi condenado em primeira instância pelo juiz João Guilherme Rosas Filho.

O pai de Vinícius também se chama Messias Gomes Teixeira, assim como o traficante “Feio”, mas são pessoas diferentes.

Tudo indica no inquérito e no processo que o filho do Messias traficante também está envolvido com o crime. Contudo, nem a polícia e nem a Justiça sabem o nome dele.

Diferença na identidade

Outro erro da Justiça durante o processo foi em relação a data de nascimento do pai de Vinícius. O Messias que está preso por tráfico nasceu no dia 24 de dezembro de 1979, diferente do pai do jovem preso, que nasceu em 26 de fevereiro de 1975.

Além da data de nascimento, a filiação dos dois também é outra. Essas diferenças não foram percebidas pela polícia no inquérito, nem pelo Ministério Público na denúncia e nem mesmo pela Justiça na hora da condenação.

O que dizem os envolvidos

juíza Juliana Ferraz, da 4ª Vara Criminal de Niterói, esclarece que não é de responsabilidade do judiciário o possível erro na identificação de Vinícius Matheus, no ato da sua prisão.

Ela ressalta que a identificação não foi apenas pela coincidência do nome de Messias Gomes Teixeira, já que o nome de Vinícius Teixeira consta na denúncia do Ministério Público.

Polícia Civil disse que cumpriu o mandado de prisão expedido pela Justiça. E que pode ter havido alguma falha na investigação que gerou o inquérito. Informou ainda que vai instaurar um procedimento para apurar o caso.

MPRJ, em nota, disse que a denúncia levou em conta a investigação da polícia para embasar a denúncia.

“A acusação do MPRJ e o pedido de prisão preventiva levaram em consideração os elementos de prova colhidos em sede policial, dotados de presunção de veracidade, como acontece com os atos da Administração Pública. Para embasar a acusação da promotoria, foram arroladas nove testemunhas de acusação, dentre elas o próprio delegado titular, à época, da unidade policial por onde tramitou a investigação, e outros três agentes da referida autoridade policial”, afirmou.

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