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O peso das relações políticas

O pré-candidato do Cidadania à Prefeitura de Macaé, Welberth Rezende, é o que se pode chamar de alguém que começou debaixo na pirâmide social. Ele começou como vendedor ambulante, depois seguiu o ramo de pintura residencial e industrial e, por 13 anos, foi carteiro dos Correios. Formou-se advogado, entrou para a política e hoje é deputado estadual. Apesar de estar motivado para a disputa eleitoral, Rezende também está acompanhando de perto o processo de impeachment do governador Wilson Witzel. “Nesse momento histórico, a Assembleia resolveu abrir esse processo [de impeachment contra o governador Wilson Witzel]. Nós estamos [na Alerj] trabalhando de forma isenta. O nosso estado não pode mais ser notícia em jornais de escândalo de corrupção e a gente vai ser implacável em nossas decisões. Claro, respeitando o contraditório e ampla defesa, mas não nos omitiremos diante de qualquer irregularidade. O processo está andando. Semana que vem o prazo expira, que são as dez sessões ordinárias da Assembleia, e começa o prazo de cinco sessões para que nós da Comissão façamos o nosso relatório para encaminhar ao plenário para fazer a votação. E todos votam para decidir se afasta ou não o governador”, explicou.

Depois de ser sabatinado pelo público e pelo repórter de O Dia José Eduardo Vieira, Welberth Rezende prometeu fazer uma gestão abrangente. “O relacionamento é tudo. Ninguém governa sozinho. Macaé, eu ainda acho, que viveu por muito tempo como uma ilha, achando que era uma cidade que tinha muito orçamento, muito recurso e poderia viver sozinha. Não. A gente não pode viver sozinho. Nós precisaremos trabalhar com muito relacionamento com Brasília. E, seja lá quem for, o Witzel ou o Cláudio Castro, que hoje é o vice-governador que vai ser o próximo governador [em caso de impeachment de Witzel], o próximo prefeito vai ter que fazer esse trabalho de buscar recursos. Nós não podemos viver sozinhos. E, às vezes, a gente gasta um dinheiro que a gente tem, poderíamos gastar em outras ações, e tem linha de crédito, ajuda do governo federal ou do governo estadual para fazer aquilo. A nossa ideia é colocar uma pessoa da nossa secretaria para estar buscando o tempo todo, se inscrevendo em programa, fazendo relacionamento tanto em Brasília quanto no governo do estado para buscar incentivos e, assim, auxiliar os programas que vão ser desenvolvidos aqui”.

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