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PRÊMIO MARIELLE FRANCO: ALERJ VOTA 47 HOMENAGENS A ORGANIZAÇÕES E PERSONALIDADES QUE ATUAM EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, em discussão única, nesta quinta-feira (17/03), 47 projetos de resolução para condecorar com o Prêmio Marielle Franco organizações e personalidades que tenham desenvolvido ou estejam implementando ações de promoção, valorização ou defesa dos direitos humanos no Estado do Rio. A criação da premiação foi aprovada no plenário da Casa em fevereiro deste ano.

Os projetos têm autoria das deputadas Renata Souza (PSol), Enfermeira Rejane (PCdoB) e Mônica Francisco (PSol). Entre os homenageados, estão os coletivos de comunicação independente Mídia Ninja e Papo Reto, a Organização Observatório de Favelas, o Instituto Fogo Cruzado e entidades atuantes no Complexo da Maré. O bloco de premiações acontece na semana em que se completa cinco anos da morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

“O Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos é um importante avanço na consolidação de direitos e no reconhecimento das entidades, organizações e pessoas fundamentais na luta intransigente pela vida. A premiação dessas organizações e pessoas, é mais do que um momento de celebração, mas uma reafirmação do compromisso da Alerj na defesa dos Direitos Humanos” disse a deputada Renata Souza (PSol), que assina 36 das propostas.

Veja todos os projetos clicando aqui.

Memória

Na noite do dia 14 de março de 2017, no bairro do Estácio, na região central da capital, o carro em que a vereadora estava foi atingido por nove dos 13 tiros disparados. Marielle e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, morreram vítimas desses disparos. Apesar de alguns avanços na investigação sobre o crime, as autoridades ainda não descobriram os autores e nem o motivo. A morte de Marielle Franco repercutiu no mundo, com manifestações da população por vários dias nas ruas e muitas notícias divulgadas sobre o assassinato da vereadora no exercício de seu mandato.

Eleita vereadora com mais de 46 mil votos em 2016, socióloga e mestre em Administração Pública, Marielle Franco tinha 38 anos, era oriunda da favela da Maré, na Zona Norte, e ativista em prol das causas das mulheres e das populações negra, periférica e LBGT. Antes do cargo político, atuou na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj.

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