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Relação de Paes com a oposição

Diferentemente do antecessor, o prefeito Eduardo Paes centraliza a relação com a Câmara de Vereadores e evita negociações com grupos separados. Ele elenca as pautas e já estabelece o que cabe a cada parte. Com isso, mata na raiz movimentos perigosos como aqueles que ameaçaram de impeachment Marcelo Crivella. Apesar de mais duro na forma, Paes não adota o estilo truculento com base no ódio, característica da extrema direita. Mais um fato favorece esta prática: o resultado da eleição municipal, quando a população sinalizou pelo diálogo e não radicalismo. O único partido que descarta qualquer cooptação é o PSOL. E dali virá a oposição mais frontal. A oposição já fez o primeiro movimento ao considerar estratégico estar presente na Comissão de Educação. Ali se joga num espaço importante de análise de projetos de lei, proposição de políticas públicas, fiscalização do executivo, promoção de audiências e inspeções. A comissão é escolhida pelos votos dos vereadores eleitos. O nome do professor Tarcísio Motta para a presidência é o mais cotado.

OUTRO DESAFIO

Já o diálogo com políticos aliados do ex-prefeito – ou que um dia já foram próximos a ele -, a conversa é mais difícil. Mas não é impossível. Ex-secretário de Crivella, Paulo Messina, atualmente sem mandato, é um que discorda do que está sendo posto por Paes. “A Prefeitura dizendo que não tem dinheiro para folha é terrorismo puro. O caixa virou com mais de R$ 250 milhões em Fundeb, R$ 150 milhões em fontes SUS, fora fonte 100, royalties (previdência) e mais R$ 400 milhões que virão com o ISS do 3° dia útil. Tem dinheiro de sobra pra folha”, diz ele. Mesmo assim, com posicionamentos democráticos, e dentro do jogo, ainda não passam perto da política do ódio que tanto mal tem feito ao país.

Dinheiro é vendaval
O Governo do Estado repassou R$28 milhões para os 92 municípios fluminenses. O depósito feito pela Secretaria de Fazenda refere-se ao montante arrecadado no período de 24 a 28 de dezembro. Os valores correspondem à distribuição de parte da arrecadação de Royalties do petróleo e dos tributos ICMS e IPVA às administrações municipais. A gestão que assumiu em 2021 é que investirá o montante que entrou no caixa.
Se tem uma gestora de Saúde que está prestigiada nestes tempos de pandemia é a ex-secretária municipal de Piraí, Conceição Rocha. Ela foi secretária do Pezão, Tutuca e Luiz Antônio, e agora assume a pasta em Volta Redonda. “É uma sumidade”, diz um colaborador.
Reservatórios obrigatórios
Os projetos de novas edificações a serem construídas no estado do Rio deverão ter reservatórios de acumulação de águas pluviais. É o que determina lei de autoria dos deputados Samuel Malafaia (DEM) e Luiz Paulo (Cidadania). O objetivo da lei é a acumulação das águas das chuvas para fins não potáveis e de reservatório de retardo, para preservação ambiental e posterior descarga das águas das chuvas na rede pública de drenagem. A medida valerá para as edificações unifamiliares, ou seja, imóveis por até duas unidades residenciais, que tenham coberturas ou telhados superiores a 100 metros quadrados.
Saúde como prioridade
O prefeito reeleito de Nova Iguaçu, Rogerio Lisboa (PP), prometeu concluir breve a “reforma do Hospital Iguassú, um equipamento que faz parte da história da cidade. Esta é uma das nossas obras mais importantes e esperamos entregar o hospital nos próximos meses”, garantiu Lisboa.
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