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Samuel Malafaia: “Não somos alienados da política”

Samuel Malafaia chegou a ter seu nome ventilado para o cargo de vicePriscila Rabello

 A eleição municipal 2020 reforça a força dos evangélicos. Candidatos a prefeito já declararam que gostariam de ter na chapa algum representante do segmento. O deputado Samuel Malafaia, do DEM, irmão do pastor Silas Malafaia, integrante do mesmo partido do ex-prefeito Eduardo Paes, chegou a ter o seu nome ventilado para vice.
Com o surgimento do coronavírus, a mobilização dos religiosos ganha outro rumo. “Usamos nossos canais de comunicação e os cultos para difundir as informações de conscientização no combate ao vírus. As igrejas estão cientes de suas responsabilidades”, disse.
“Não somos alienados e despreparados para os desafios da nossa sociedade. Ao longo dos anos, pessoas de todas as camadas sociais vêm aceitando o evangelho. Homens e mulheres com graduações idênticas aos que não são evangélicos têm ocupado a maioria dos cargos no Brasil. O mais importante é a competência para desempenhar a função”, diz.
A família Malafaia atua na Assembleia de Deus há mais de 50 anos. Sobre o Rio, sob a ótica política, ele vê falhas na condução administrativa do prefeito, que é bispo da Universal. “O Crivella, ao contrário do Eduardo Paes, não conseguiu formar um time de colaboradores à altura das demandas de nossa cidade e dos grandes desafios da administração pública nesse momento de vacas magras. Então, ele tem boa intenção, mas as coisas não decolam”, arremata.

O que as igrejas evangélicas podem ajudar no combate ao coronavírus?

Não me canso de dizer q às igrejas tem um importante papel social. Em relação ao coronavírus, usamos nossos canais de comunicação e os cultos para difundir a informações de conscientização no combate ao vírus.

Alguns pastores disseram que não deixarão de abrir suas igrejas e fazer cultos. O que senhor pensa isso?

Penso que num momento como esse nós não podemos deixar de incentivar a fé do nosso povo. As igrejas estão cientes de suas responsabilidades e redobrando os cuidados

Como o senhor avalia a postura do seu irmão Silas Malafaia neste momento de propagação da doença?

Não poderia ser outra que não a de um líder espiritual e pastor. A fé cultivada na igreja alimenta o bom ânimo para enfrentar essas calamidades. E ele vem fazendo bem esse papel.

Ser irmão do pastor Silas Malafaia o ajuda ou prejudica na sua carreira política?

Ser irmão do pastor Silas Malafaia é coisa que muitos gostariam. Sempre ajuda, porque ele tem experiência e visão política, é conhecedor profundo da Bíblia, líder por excelência de milhares de pastores, está ciente das responsabilidades que temos. E ele está sempre pronto a cooperar, compartilhando a visão dos conflitos e das necessidades da população, e nos ajuda, como grande conselheiro e mentor que é, a enxergar a realidade e a decidir com mais sabedoria.

Qual a sua receita para solucionar os graves problemas financeiros do município do Rio?

Não tenho receita, e, sim, alguns planos que serão discutidos para formar nosso planejamento futuro. Cito alguns, como melhorar a infraestrutura para o turismo, por exemplo, escalonando os impostos dos hotéis, que devem seguir uma estratégia de pagamento mais elevado na alta temporada e menor na de baixa. Melhorar o transporte de massa, que está estagnado. Por que não desenvolver juntamente com o governo do estado um transporte através do mar ligando Recreio-Barra-Zona Sul-Praça 15? Os Ferryboats na Argentina ligam Buenos Aires a Montevidéu, no Uruguai, e aqui nós não aproveitamos a extensão do mar para fomentar essa solução.

Qual deve ser o posicionamento de um candidato diante dos governos Bolsonaro e Witzel?

Devemos nos posicionar como estadistas. Eliminando as discórdias pessoais em prol do entendimento mútuo e promovendo o bem comum para a população. Devemos colaborar e aceitar a colaboração dos governos Bolsonaro e Witzel, cada um no seu espaço, sem desrespeitar o espaço do outro.

política”POR SIDNEY REZENDO

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