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‘Todo mundo nu e se matando’, diz Rodrigo Maia sobre briga no PSL

Por 09/12/2019 dezembro 12th, 2019 Sem Comentários

Em entrevista no auditório do GLOBO nesta segunda-feira, no Rio, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) avaliou como “briga de poder” as disputas internas no PSL , partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro em 2018. Bolsonaro e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, já anunciaram sua desfiliação da legenda para fundar o partido Aliança pelo Brasil .

Maia participou nesta segunda-feira da gravação do podcast Ao Ponto , do GLOBO, apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik. A edição completa da entrevista com o presidente da Câmara estará disponível a partir de 6h desta terça-feira nas principais plataformas de áudio e no site do GLOBO.

— Esta briga do PSL é uma briga de poder, pelo tempo de TV e pelo fundo partidário. Acontece em todos os partidos, mas no caso deles, como são o partido das redes sociais, é uma briga bem explícita. Todo mundo nu e se matando — afirmou Maia. — Ao longo do tempo isso vai decantando e as pessoas percebem que não é o caminho correto, que é melhor construir através do diálogo.

Na entrevista ao podcast Ao Ponto, o presidente da Câmara também fez uma análise de medidas polêmicas anunciadas pelo governo Bolsonaro, como a extinção do seguro obrigatório DPVAT — cobrado de proprietários de veículos para cobrir acidentes de trânsito — e a tentativa de excluir profissões do setor cultural da categoria MEI (Microempreendedor Individual). Após reações negativas de setores da sociedade e do próprio Maia, o governo recuou desta última decisão no sábado.

Maia classificou como “absurda” a decisão de retirar profissões culturais do MEI, e avaliou que o governo Bolsonaro se concentra em “nichos que formaram a base inicial” de sua campanha à presidência em 2018. Apesar das divergências, contudo, o presidente da Câmara afirmou que sua relação com Bolsonaro é de “respeito”.

Maia também debateu, na gravação do podcast Ao Ponto, sobre a mudança de papel do Congresso Nacional no primeiro ano de governo Bolsonaro, incluindo a construção de uma agenda própria na Câmara e no Senado, que inclui as reformas tributária e administrativa. O presidente da Câmara lembrou que o protagonismo assumido pelo poder Legislativo provocou arestas com o Executivo no início do atual mandato.

— O crescimento projetado (para a economia) de 2,5% caiu para 1% muito por culpa desta insegurança que o governo gerou nos primeiros seis, sete, oito meses. Mas acho que conseguimos superar a pauta de enfrentamento e colocar em discussão temas relevantes para fortalecer o Parlamento brasileiro – declarou.

Maia afirmou ainda que será necessário “ter posições claras” para que um nome do chamado centro político consiga se cacifar para as eleições de 2022 . O presidente da Câmara declarou que não teria problemas em apoiar um nome “um pouco mais à esquerda”, como Ciro Gomes (PDT), a quem se referiu como alguém “que tem palavra”. Confira essas e outras declarações na edição completa da entrevista de Maia no podcast Ao Ponto, na terça-feira, a partir das 6h , nas principais plataformas de áudio e no site do GLOBO.

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